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VIDA SAUDÁVEL
Atitudes simples podem salvar animais marinhos 23/06/2014 às 20:19:09

No Brasil existem cinco espécies de tartarugas marinhas (confira abaixo quais são), e todas correm risco de desaparecer. A captura incidental (quando as pegam sem querer) na pesca, a poluição, o trânsito de veículos e a destruição das praias de desova e as mudanças ambientais são algumas das principais ameaças a esses animais.

Para se dedicar à conservação das tartarugas marinhas, o Projeto Tamar foi criado em 1979. O Diarinho visitou a base em Ubatuba e acompanhou a soltura de duas tartarugas-verdes. Profissionais da instituição cuidaram delas por cerca de uma semana para que, então, fossem devolvidas ao mar. “Precisam voltar para casa. Lá tem mais espaço para nadar”, diz Chloé Anni, 8 anos, que assistiu à soltura.

A pesca ainda coloca a tartaruga em perigo. Ao ficar presa em redes e anzóis, não consegue subir à superfície para respirar, podendo desmaiar e morrer afogada.

Na maior parte das vezes, o pescador busca apenas peixes e crustáceos e não sabe o que fazer quando captura outro animal. Por isso, o Tamar orienta os profissionais, como Zeca Vieira, 55. “Aprendi a fazer massagem para recuperar tartaruga desmaiada. Já salvei várias.” Zeca também confere a rede que coloca no mar a cada duas horas para confirmar se pegou só o que desejava.

A poluição das águas é outro grande problema. “Plásticos, tampas de garrafa, palito de sorvete e argolas de garrafa PET podem causar a morte de vários animais marinhos”, afirma Isabelle Lie Missaki, 8. A tartaruga-de-couro, por exemplo, que se alimenta de águas-vivas, pode confundir o bicho com pedaços de plástico ou sacolinhas e morrer sufocada.

Uma maneira de ajudar na preservação é alertar a todos sobre a importância de ligar para o Tamar (12 3832-6202) se ver tartaruga na praia. Além disso, é fundamental não jogar lixo no mar, na areia ou no chão. “Se encontrar algo pelo caminho, tem de pegar e levar até a lata de lixo”, lembra Vittório Fileti Brun, 9. “Se não ajudarmos, elas podem desaparecer”, diz Maria Muniz, 9.

A repórter viajou a convite do Instituto Arcor.

Conheça as cinco espécies brasileiras

Tartaruga-verde – Pode ter 1,20 m de casco e 250 kg. É cinza ou esverdeada. O filhote come de tudo, e o adulto se alimenta de vegetais. Desova em ilhas oceânicas, como Fernando de Noronha.

Tartaruga-cabeçuda – Tem cerca de 1 m de casco e 150 kg. É amarelada e marrom. Alimenta-se de invertebrados, como moluscos. É encontrada no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.

Tartaruga-oliva – Menor espécie, com 60 cm de casco e 65 kg. É cinza-esverdeada. Come peixes, moluscos e crustáceos. Desova no litoral de Sergipe.

Tartaruga-de-couro – Grande e forte, pode medir 2 m de casco e pesar 700 kg. É preta com manchas brancas, e a carapaça parece couro. Come águas-vivas. Desova no Espírito Santo.

Tartaruga-de-pente – Pode ter 1 m de casco e 150 kg. A carapaça marrom e amarelada era usada para fazer pentes e outros objetos. Come esponjas, anêmonas, lulas e camarões. Desova na Bahia e Rio Grande do Norte.

Qual é a diferença entra tartaruga, jabuti e cágado?

Tartaruga, jabuti e cágado pertencem à ordem dos quelônios. São répteis que surgiram há cerca de 220 milhões de anos e quase não mudaram seu formato físico desde aquela época. Atualmente, existem 260 espécies. Todas têm casco (ou carapaça) formado pela união da coluna vertebral com as costelas, que serve de proteção contra predadores. Respiram por meio de pulmões e conseguem ficar até cinco horas embaixo d’água se estiverem em repouso (com exceção do jabuti).

Tartaruga é o nome popular de praticamente todos os quelônios que habitam o mar ou a água doce. Já o jabuti é o único que vive exclusivamente na terra. Possui casco alto e suas patas traseiras têm forma parecida com as do elefante.

O cágado vive na água doce, tem casco mais achatado e precisa dobrar o longo pescoço para colocá-lo dentro da carapaça.

A única espécie que pode ser domesticada (embora não seja aconselhável) é o jabuti. Come vegetais, como banana e alface. Porém, também deve ingerir proteínas, como carne moída crua, até duas vezes por semana.

Espécies botam ovos na areia da praia

Em geral, as tartarugas marinhas botam ovos em praias desertas e ao anoitecer, pois a areia quente durante o dia dificulta a desova. A fêmea cava buraco com cerca de meio metro de profundidade com as nadadeiras traseiras. Lá, deposita cerca de 120 ovos. Consegue realizar de três a seis desovas no mesmo ano. Depois, volta para o mar.

Os ovos são esféricos (semelhantes aos da galinha) e do tamanho de uma bolinha de tênis de mesa. O calor da areia ajuda no desenvolvimento dos embriões. Em geral, os filhotes nascem à noite, entre 45 e 60 dias após a desova, e têm, em média, 10 cm de comprimento. Voltam para o mar se orientando pela luminosidade do horizonte.

Nadam até encontrar região em que há diferentes correntes marítimas. No local, são formados aglomerados de algas e matéria orgânica flutuante que facilitam a alimentação e proteção. As tartarugas marinhas tornam-se adultas entre 20 e 30 anos; podem viver até 100 anos!

Saiba mais

No Projeto Tamar de Ubatuba existe o Lixômetro, recipiente transparente que guarda o lixo ingerido por tartarugas encontradas mortas na região entre 2012 e 2013. Há pedaços de plástico, fios de náilon (usados na pesca), bexiga, entre outros materiais. Das 498 tartarugas que chegaram ao Tamar, 199 tinham comido lixo. A ingestão desses materiais é a causa da morte de muitos animais marinhos.

Consultoria de Henrique Becker, biólogo e coordenador técnico do Projeto Tamar em São Paulo.

 

 

Fonte: (http://www.dgabc.com.br/)






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