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ONCOLOGIA
Linfoma - Doença que pode matar seu animal 27/03/2014 às 14:15:16
Antes de você entender o que é linfoma, primeiro vamos falar rapidinho sobre os linfócitos.
Esta célula é um tipo de leucócito (glóbulo branco) presente no sangue.  De origem na medula óssea, as células-tronco linfóides podem se diferenciar em linfócito T ou B. Os linfócitos tem um importante papel na defesa do corpo. Os linfócitos T podem agir de duas formas: estimular ou atenuar a produção de anticorpos pelos linfócitos B, ou agir sobre os antígenos ou células infectadas.
 
Linfomas são neoplasias caracterizadas pela proliferação de linfócitos malignos. Também é conhecido como linfossarcoma ou linfoma maligno, origina-se principalmente nos órgãos linfoides, como timo, baço, fígado, medula óssea e linfonodos.  Entretando, os linfomas podem se desenvolver em praticamente qualquer órgão pela contínua migração de linfócitos pelos diferentes tecidos do organismo. De acordo com a terminologia humana, os linfomas que ocorrem nos animais domésticos são conhecidos como ‘’não-Hodgkin’’, por ser muito similar entre os cães e humanos.
 
O linfoma constitui cerca de 90% das neoplasias hematopoiéticas (do sangue) nos cães e gatos.  A incidência anual é de 6 a 30 novos casos para cada 100.000 cães e 200 casos para cada 100.000 gatos.  Animais adultos e idosos são mais acometidos, mas existem relatos de animais jovens, com menos de 1 ano de idade.  As raças que apresentam maior incidência são Boxer, Pastor  Alemão, São Bernardo, Scottish Terrier, Airedale Terrier e Bulldog. As raças Bull Mastiff e Golden Retriever podem apresentar alterações genéticas, resultando em predisposição familiar. Gatos siameses e de raças orientais apresentam maior risco de desenvolver linfoma.
 
A causa é desconhecida, porém, tem sido associada à exposição a agentes químicos, campos eletromagnéticos, bem como alterações cromossômicas, retrovírus e alterações genéticas herdadas ou adquiridas. Em gatos, a imunodeficiência viral felina e a leucemia viral felina (FIV e FelV, respectivamente) são consideradas predisponentes ao linfoma. A leucemia viral felina é causada por um retrovírus, que se integra ao DNA da célula hospedeira, alterando o crescimento celular, o que pode resultar em transformação maligna. Já o vírus da imunodeficiência viral felina participa indiretamente, uma vez que, por ser imunossupressor, esse retrovírus compromete a habilidade do sistema imune em destruir as células malignas.
Cão da raça Boxer com linfadenomegalia em 
região submandibular.

Fonte: Daleck, 2008.
 
O linfoma pode apresentar diferentes localizações anatômicas, sendo classificado em multicêntrico, mediastinal (ou tímico), alimentar, cutâneo e extranodal. Em gatos, essa classificação inclui ainda o linfoma nasal, renal e em sistema nervoso.
A forma multicêntrica é a mais comum em cães e caracteriza-se por linfoadenomegalia (aumento dos linfonodos, conhecidos como gânglios) regional ou generalizada. Quando há suspeita ou confirmação da doença, é importante realizar exames de imagem, como RX de tórax e ultrassom abdominal a fim de investigar se há infiltração de células de câncer em linfonodos torácicos, mesentéricos (que são os linfonodos presentes na membrana chamada mesentério, que percorre o intestino) e infiltração neoplásica em baço e fígado. A importância disso está em estadiar o linfoma para estabelecer o grau da doença.
 
É comum a observação de edema em um ou mais membros e até edema generalizado. Nos gatos, raramente se observa linfadenomegalia periférica, sendo mais comum o envolvimento dos linfonodos mesentéricos, fígado, baço e, em alguns casos, o rim.
O linfoma alimentar recebe essa denominação por se tratar de linfoma no trato digestório. É incomum nos cães e frequente nos gatos. A maioria dos gatos que apresentam essa forma de linfoma são animais de idade avançada e negativos para o vírus FeLV. Pode acometer qualquer segmento intestinal, sendo mais comum o envolvimento de linfonodos mesentéricos. Os principais sintomas são anorexia, perda de peso, hipoproteinemia em decorrência da má absorção, vômito e diarréia.
 
A apresentação cutânea do linfoma nos cães é a forma mais complexa do ponto de vista terapêutico, uma vez que poucos animais respondem ao tratamento. Na espécie felina, ocorre em animais mais velhos e negativos para FeLV.
O linfoma cutâneo pode envolver a mucosa oral e outros órgãos, como linfonodos, baço, fígado e medula óssea.
 
 
Sinais clínicos
Dependem da sua localização. Animais com linfoma multicêntrico em estágio inicial podem não ter sintomas. O sinal clássico é o aumento dos linfonodos, que pode evoluir para um aumento generalizado. É comum aumento do baço e fígado, muitas vezes, diagnosticados à palpação, confirmados por ultrassom.
 
 
 
Diagnóstico
                A prevalência do aumento dos linfonodos é alta, fazendo desse aspecto o principal achado na suspeita da doença. O diagnóstico, na maioria das vezes, é simples e não requer exames complexos. Dessa forma, todos os cães com linfadenopatia generalizada ou não, devem ser submetidos à punção aspirativa. Devemos incluir citologia e/ ou histopatológico (biópsia) do tecido comprometido, mas não podemos esquecer dos exames complementares para caracterizar o estadiamento clínico, capaz de fornecer informações sobre a extensão da doença. Em gatos, deve-se incluir os testes para FIV e FeLV.
 
 
Tratamento
                A poliquimioterapia é a modalidade terapêutica onde combina-se vários agentes, é a mais utilizada e eficaz no tratamento do linfoma.
 
 
 

Fontes:
FIGHERA, R. A; SOUZA, T, M; BARROS. Linfossarcoma em cães. Cienc. Rural,  Santa Maria,  v. 32,  n. 5, Oct.  2002 .   Disponível em . Acesso em 16/07/12.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782002000500025.

Linfócito. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em:

DALECK, C. R; DE NARDI, A. B; RODASKI, S. Linfomas. In: Oncologia em cães e gatos. São Paulo, Ed. Roca, 2008, p. 482-487.

 
 
 




 
 
Tatiana L. Rossi Pavan- CRMV-SP 22.776
Graduada pela PUC-MG em 2007

Mestranda em Clínica Médica- FMVZ-USP
Pós graduanda em Oncologia Veterinária- Anclivepa

 

 

 

 

 

Fonte: (vetvita.blogspot.com.br/)






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