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Orelha: veja tudo o que se sabe sobre o caso que chocou o Brasil 28/01/2026 às 18:00:43
Três familiares de jovens suspeitos pela morte do cachorro, Orelha, foram indiciados por coaçãoReprodução/RECORD

Balanço Geral trouxe novas informações sobre o caso do cão Orelha, morto por um grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis (SC). Nesta terça-feira (27), a Polícia indiciou três homens que são familiares dos jovens, após eles coagirem o vigilante que denunciou o crime.

“Existia um volume debaixo da camisa, e aí, com base nessa imagem, nós optamos pela busca e apreensão. A gente não sabe de fato se é uma arma; há um indicativo de que seja. A gente pediu a busca e apreensão de uma arma de fogo, mas ainda não localizamos”, contou em entrevista Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia-Civil de Santa Catarina.

Outra delegada, Mardjoli Adorian, também comentou sobre as suspeitas: “Nós temos atos infracionais equivalentes a crimes contra a honra contra profissionais da região da Praia Brava. Situações patrimoniais, depredação de patrimônio...”

Quem era o cãozinho Orelha

Orelha era um cachorro vira-lata que não tinha tutor, mas era cuidado pela população da região da Praia Brava (SC), que estranharam quando ele desapareceu repentinamente.

Ele foi encontrado muito ferido e levado ao veterinário, mas devido ao estado em que se encontrava, precisou ser sacrificado. Revoltados com a morte do animal, moradores e turistas fizeram protestos pedindo justiça por Orelha.

A farmacêutica Marília Turra falou em entrevista ao Balanço Geral um pouco sobre sua relação com o cachorro: “Fazia parte dos meus dias, eu saía de casa e ele estava ali na rua sempre. Ele era meu companheiro”.

 

Investigações e repercussão

O laudo pericial confirmou que a lesão na cabeça sofrida pelo cachorro pode ter sido causada por um pedaço de pau ou garrafa. Quatro de seis adolescentes foram identificados como suspeitos pela tortura e morte do animal. Eles foram registrados por câmeras de segurança caminhando na praia durante a noite.

Investigadores cumpriram um mandato de busca e apreensão na casa de alguns dos meninos, onde pegaram celulares e computadores para passarem por perícia. Dois dos jovens atualmente estão de férias nos Estados Unidos e serão ouvidos assim que voltarem ao Brasil na próxima semana.

Dias após o crime, as famílias de dois dos jovens se manifestou e, em nota, os pais de um dos suspeitos afirmaram que o filho não tem nenhum envolvimento com a situação, disseram confiar que tudo será esclarecido, e declararam que também querem justiça pelo cachorro Orelha.

Já os pais de outro adolescente, confessaram que estão assustados e preocupados com a repercussão do caso e também confirmam que o filho não teve nenhuma participação no ato.

Outro cachorro, apelidado de “Caramelo”, era o companheiro de Orelha e também sofreu agressões e quase morreu afogado. Após o ocorrido, ele foi adotado pelo delegado que cuida do caso. A polícia também investiga se foi esse mesmo grupo que tentou afogar um outro cachorro naquela região.

O crime repercutiu entre famosos como a cantora Ana Castela e a atriz Paula Burlamaqui, e também com o tutor do Joca, Golden Retrievier de cinco anos que morreu por desidratação e calor durante um erro no transporte em uma avião.

O que diz a lei sobre o caso?

A pena para o crime de maus-tratos é de até cinco anos de prisão, porém como os suspeitos são menores de idade, a punição não é a mesma.

De acordo com o advogado-criminal, Henrique Comeli, eles podem receber medidas socioeducativas como uma advertência, serviços comunitário ou reparação de dano. Os pais dos infratores não respondem na esfera criminal, mas podem responder na esfera civil, porque o Código Civil permite que pais sejam responsabilizados pelos atos de seus filhos.

Informação exclusiva

Diógenes Lucca, comentarista do Balanço Geral e especialista em segurança pública, conversou com o capitão, Sírio, que trabalha no canil da Polícia Militar e comentou sobre casos como esse e trouxe uma informação inédita.

Ele afirmou que, infelizmente, esse tipo de crime é mais comum do que se imagina, e também comentou que um estudo feito nos Estados Unidos e replicado aqui em São Paulo por um oficial da Polícia Militar, afirma que jovens que fazem maus-tratos contra animais são mais propensos a se tornarem autores de violência doméstica quando forem adultos.

Fonte: (R7)






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